Hildebrando de Castro
19 de Abril a 21 de Maio de 2011
A série "Janelas" tem como ponto de partida o "brise-soleil" (Corbusier) de Brasília. Me chamou a atenção sobretudo a situação rítmica que as lâminas verticais criavam pois cada movimento singular de abrir ou fechar das janelas geravam uma nova composição cromática com infinitos matizes e valores tonais em função da luz projetada nos elementos. Meu trabalho sempre operou no terreno da representação figurativa; a estratégia deste meu novo trabalho permanece valendo-se dos mesmos procedimentos: usar o enquadramento e a luz necessária da fotografia para a construção da pintura, agora abrindo um leque de referências relacionadas a geometria, encontrando nessas refêrencias substrato para unir geometria a representação da realidade objetiva estabelecendo vínculos com o construtivismo e suas vertentes.